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Impressão híbrida: Durst vai adquirir a MPS

Em resumo A Durst Group anunciou que adquirirá a MPS Printing B.V., especialista neerlandesa em sistemas flexográficos para rótulos e embalagens flexíveis. O dado técnico mais relevante é a ampliação da plataforma da Durst para integrar impressão digital, flexografia, software, automação e acabamento. Para o Brasil, a leitura prática está na convergência entre tecnologias: o […]

por | 18 setembro 2026 | Notícias

Em resumo
  • A Durst Group anunciou que adquirirá a MPS Printing B.V., especialista neerlandesa em sistemas flexográficos para rótulos e embalagens flexíveis.
  • O dado técnico mais relevante é a ampliação da plataforma da Durst para integrar impressão digital, flexografia, software, automação e acabamento.
  • Para o Brasil, a leitura prática está na convergência entre tecnologias: o futuro da produção de rótulos não será decidido por uma única plataforma.

Impressão híbrida de etiquetas ganhou um movimento estratégico importante com o anúncio de que a Durst Group adquirirá a MPS Printing B.V.. Segundo a Durst, a MPS passará a integrar o grupo a partir de 1º de janeiro de 2027, operando como MPS – A Durst Group Company, desde que a operação seja concluída conforme as condições usuais de fechamento e aprovações regulatórias.

O anúncio foi feito durante a LOUPE Americas 2026 e reforça uma leitura técnica relevante: digital, flexografia, software, automação e acabamento estão sendo organizados em plataformas de produção mais conectadas. Para convertedores brasileiros, o ponto não é apenas quem compra quem, mas como esse tipo de consolidação altera suporte, integração, atualização tecnológica e decisão de investimento.

Por que a compra da MPS amplia a plataforma da Durst

A Durst informa que a aquisição representa mais um passo em seu compromisso de longo prazo com o mercado de rótulos e embalagens flexíveis. A empresa afirma que o setor está passando por uma transformação em direção a fluxos mais automatizados, conectados e capazes de lidar com diferentes aplicações, tiragens e modelos de negócio.

Digital, flexografia e automação no mesmo ecossistema

Segundo o comunicado, a Durst já possui base em impressão digital, software e automação. Com a MPS, o grupo acrescenta tecnologia flexográfica, engenharia e conhecimento aplicado em rótulos e embalagens flexíveis. A contrapartida técnica é que integração não se resume a portfólio: exige compatibilidade de workflow, suporte, treinamento, peças, padronização de processo e clareza sobre qual tecnologia atende cada tipo de trabalho.

A MPS seguirá como marca dentro do grupo

A Durst informa que, a partir de 1º de janeiro de 2027, a MPS operará como MPS – A Durst Group Company. A MPS continuará desenvolvendo, fabricando e comercializando seu portfólio existente de sistemas flexográficos. A gestão atual também permanecerá em operação, com Michiel Borst na liderança como Managing Director dentro da estrutura do grupo.

Continuidade de contratos e suporte

O comunicado informa que os canais diretos de vendas da MPS seguirão ativos na Europa. Nos Estados Unidos, a Durst US assumirá vendas e serviço do portfólio MPS. Contratos e compromissos de serviço existentes permanecerão conforme seus termos. Para o Brasil, a leitura crítica é outra: será necessário verificar como a integração afetará atendimento regional, peças críticas, treinamento e escalonamento técnico.

O que muda na estratégia híbrida da Durst

Um ponto importante do comunicado é a manutenção da parceria entre Durst e OMET. A Durst afirma que a cooperação continuará de forma independente da transação com a MPS. As plataformas híbridas KJet e XJet, desenvolvidas e comercializadas com a OMET, permanecem como parte da estratégia híbrida da empresa.

A aquisição não substitui a parceria com OMET

A Durst declara que o objetivo não é duplicar soluções, mas oferecer diferentes tecnologias, níveis de automação e conceitos produtivos conforme a necessidade do cliente. Essa afirmação é relevante porque o mercado de rótulos não trabalha com uma única lógica produtiva. Há empresas focadas em digital, outras em flexografia, outras em linhas híbridas e muitas em uma combinação por aplicação, tiragem, material e acabamento.

MPS acrescenta outra frente flexográfica

A MPS possui portfólio voltado a sistemas flexográficos, híbridos e offset para rótulos e embalagens. Em sua comunicação de produto, a empresa destaca linhas como EF, EF Packaging e EXL-Packaging, com foco em automação, conectividade, multissubstrato e aplicações em rótulos, materiais fílmicos e embalagens flexíveis. A leitura técnica é que esse portfólio amplia a base convencional da Durst, mas não elimina a necessidade de escolher a tecnologia conforme o mix real de produção.

Item Valor declarado Como ler esse dado
Operação MPS passará a integrar a Durst em 1º de janeiro de 2027 A data depende do fechamento da transação e das aprovações regulatórias indicadas no comunicado
Marca MPS operará como MPS – A Durst Group Company A marca permanece, mas integrada à estrutura de gestão e suporte do grupo
Portfólio MPS continuará desenvolvendo e comercializando seus sistemas flexográficos Continuidade de produto não significa ausência de mudanças futuras em roadmap, canais e integração técnica
Estratégia híbrida Parceria Durst-OMET segue independente da aquisição da MPS A Durst passa a ter mais alternativas, não apenas uma rota única de combinação entre digital e flexografia
Contexto — Durst, OMET e MPS no mesmo mapa competitivo
Antes do anúncio envolvendo a MPS, a Durst já atuava em soluções híbridas com a OMET por meio das plataformas KJet e XJet. Com a entrada planejada da MPS, a empresa amplia sua base em flexografia, engenharia e aplicações para rótulos e embalagens flexíveis. Para o mercado, isso sinaliza que os fornecedores buscam cobrir diferentes perfis de produção: digital puro, flexo, híbrido, acabamento em linha, software e automação.

O que isso muda para o convertedor brasileiro

Para o convertedor brasileiro, a aquisição deve ser lida como um movimento de plataforma, não apenas como notícia corporativa. O setor está indo para estruturas em que máquina, software, dados, automação, acabamento e suporte fazem parte da mesma decisão industrial.

  1. A decisão deixa de ser apenas digital contra flexografia. A compra reforça que a disputa real está na combinação correta entre tecnologias. Tiragens curtas, dados variáveis, personalização, grandes volumes, acabamentos e materiais diferentes pedem rotas produtivas distintas.
  2. Suporte e peças ganham peso estratégico. A Durst informa que a MPS se beneficiará da infraestrutura internacional de serviço e peças do grupo. Para o Brasil, o ponto crítico é confirmar quem atende, em qual prazo, com qual estoque e com que autonomia técnica.
  3. Integração exige processo medido. Software, automação e inteligência produtiva entregam valor quando a planta já mede preparação/acerto, perdas, paradas, retrabalho, velocidade média e gargalos de acabamento.
  4. Roadmap de produto precisa ser acompanhado. A permanência da MPS como marca é positiva para continuidade, mas o convertedor deve acompanhar como Durst, MPS e OMET organizarão portfólio, atualizações, treinamento e posicionamento comercial nos próximos anos.

Por que o mercado caminha para plataformas integradas

A Durst afirma que sua estratégia de longo prazo é conectar sistemas de impressão, software, automação de workflow e inteligência produtiva em ambientes mais integrados. Essa visão acompanha um ponto já visível no chão de fábrica: o gargalo nem sempre está na velocidade da impressora. Muitas perdas aparecem em orçamento, entrada de pedido, pré-impressão, aprovação, preparação/acerto, troca de trabalho, acabamento e expedição.

Software não substitui método industrial

Software e conectividade ajudam a organizar dados, mas não corrigem sozinhos cadastro inconsistente, apontamento incompleto, especificação fraca de material ou ausência de padrão de aprovação. Para capturar ganho real, o convertedor precisa medir o processo antes de comparar fichas técnicas de equipamentos.

Flexografia segue relevante na estratégia híbrida

O próprio comunicado da Durst afirma que o futuro da produção de rótulos não será baseado em uma única tecnologia. A flexografia segue relevante quando há volume, repetição, produtividade, aplicação de cores especiais, enobrecimentos, materiais específicos e acabamento em linha. A impressão digital ganha força em variação, dados, versões e redução de etapas em determinados perfis de trabalho.

Dica de Especialista
Antes de avaliar uma plataforma híbrida, levante cinco indicadores internos: tempo médio de preparação/acerto, percentual de perdas por troca de trabalho, velocidade média real, volume por faixa de tiragem e gargalo principal do acabamento. A consultoria da Flexo In Foco usa esse tipo de diagnóstico para separar tecnologia necessária de compra motivada apenas por tendência de mercado.

O que é impressão híbrida de etiquetas?

É a combinação de tecnologias, normalmente flexografia, impressão digital, acabamento, inspeção e software, em uma mesma estratégia produtiva. O objetivo é escolher a melhor rota para cada aplicação, tiragem, material, variação de dados e necessidade de acabamento.

A compra da MPS pela Durst já está concluída?

Não. O comunicado informa que a MPS passará a integrar a Durst em 1º de janeiro de 2027, mas também afirma que a transação permanece sujeita às condições usuais de fechamento e aprovações regulatórias.

A MPS deixará de existir como marca?

Segundo a Durst, a MPS continuará operando como MPS – A Durst Group Company. A empresa também informa que a MPS seguirá desenvolvendo, fabricando e comercializando seu portfólio existente de sistemas flexográficos.

A parceria entre Durst e OMET será encerrada?

Não. A Durst afirma que a parceria com a OMET continua de forma independente da transação com a MPS. As plataformas KJet e XJet seguem como parte da estratégia híbrida da Durst.

Como o convertedor deve avaliar uma solução híbrida?

A avaliação deve começar pelo mix real de produção: tiragem média, número de SKUs, trocas de trabalho, dados variáveis, acabamentos, perdas, tempo de preparação/acerto, disponibilidade de equipe e suporte técnico local.

Vale acompanhar esse movimento a partir do Brasil?

Sim. A aquisição planejada da MPS pela Durst reforça que o mercado de rótulos e embalagens caminha para decisões mais integradas. Para o convertedor brasileiro, o aprendizado é claro: antes de escolher entre digital, flexografia ou híbrido, é necessário entender o próprio mix, os gargalos internos e o custo real por pedido. A tecnologia certa não é a mais comentada; é a que conversa com o processo da empresa.

Quer avaliar se uma solução híbrida faz sentido para sua produção? A equipe da Flexo In Foco auxilia convertedores na análise de mix produtivo, gargalos, tempo de preparação/acerto, perdas, automação, acabamento e critérios de investimento.

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