A indústria gráfica brasileira passou por um movimento institucional relevante. Em abril de 2026, a Abigraf Nacional (Associação Brasileira da Indústria Gráfica) concluiu a incorporação da Andigraf (Associação Nacional das Indústrias Gráficas e da Comunicação), reforçando sua posição como entidade representativa dos setores de impressão e comunicação impressa no país. Com a conclusão do processo, a Abigraf restabelece sua presença nos estados das regiões Norte e Nordeste, que passam a operar no âmbito da associação, fortalecendo a representatividade nacional do setor, conforme cobertura da ExpoPrint.
É a conclusão do processo de integração entre a Abigraf Nacional e a Andigraf, entidade ligada à representação de indústrias gráficas e de comunicação. Em abril de 2026, a Abigraf Nacional incorporou a Andigraf, restabelecendo sua presença nos estados das regiões Norte e Nordeste. O movimento fortalece a representatividade do setor, permite ações mais regionalizadas e reforça o compromisso com desenvolvimento, inovação e competitividade da cadeia produtiva gráfica brasileira.
A decisão foi celebrada por líderes do setor como uma conquista histórica, resultado de dois anos de negociações e de uma reforma estatutária. Para Julião Gaúna, presidente da Abigraf Nacional reeleito para o mandato do triênio 2026/2029, a incorporação representa a concretização de uma das principais bandeiras da gestão: estreitar laços e fortalecer a relação da Abigraf com as regionais. Segundo Julião, a Abigraf passa a ter atuação em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, com regionais estabelecidas na maioria dos estados e diretores regionais em outros.
1. Por que a incorporação é tão importante para o setor gráfico?
A indústria gráfica brasileira reúne empresas de diferentes portes e especialidades, distribuídas de forma desigual entre as regiões do país. As regiões Sudeste e Sul concentram parte significativa da atividade industrial e possuem demandas tecnológicas e de mão de obra mais consolidadas. Já as regiões Norte e Nordeste, apesar do potencial de crescimento, enfrentam desafios específicos, como escassez de mão de obra especializada, dificuldades logísticas e maior sensibilidade a custos.
De acordo com Roberto Moreira, vice-presidente da Abigraf Regional Nordeste, a aproximação entre a Abigraf e as entidades regionais é essencial para atender às necessidades específicas de cada mercado. Ele destacou a importância do diálogo, das ações específicas por estado e de administrações mais regionalizadas, além do retorno de regionais ao âmbito da Abigraf Nacional.
Uma das mudanças apontadas é a valorização das vice-presidências regionais, que, a partir da próxima gestão, serão eleitas pelas próprias regionais e atuarão como canal de comunicação entre as bases e a diretoria nacional. A nova estrutura também prevê maior independência financeira às regionais, com aplicação local dos recursos arrecadados, observando as necessidades de cada região.
2. Os desafios das regiões Norte e Nordeste e o papel da Abigraf
Sergio Tavares, vice-presidente da Abigraf Regional Norte, detalhou obstáculos enfrentados pelos empresários gráficos da região, como desafios logísticos, dificuldades de acesso, escassez de mão de obra especializada e limitações estruturais. Com a incorporação, a expectativa é que estados de menor desenvolvimento relativo e de difícil acesso recebam maior apoio técnico, representativo e estratégico.
Tavares também ressaltou que os desafios de mercado, inovação e competitividade evidenciam a importância da união institucional para o desenvolvimento do segmento. A nova fase de reintegração também reconhece o papel da comunicação visual impressa na transformação tecnológica, criativa e produtiva do mercado gráfico brasileiro.
3. Um novo momento: mais força, mais representatividade e desenvolvimento equilibrado
A nova estrutura da Abigraf Nacional foi apresentada com o lema “ninguém ficará para trás”, reforçando a ideia de integração entre segmentos de impressão, regionais e profissionais do mercado gráfico. A mensagem central da gestão é ampliar a atuação nacional e promover o desenvolvimento do setor gráfico brasileiro de forma mais articulada.
Roberto Moreira também reforçou a expectativa de uma Abigraf Nacional mais moderna e preparada para colocar em prática o planejamento do novo triênio. A expectativa é que a entidade atue como polo de articulação, estimulando inovação, capacitação e sustentabilidade na cadeia produtiva gráfica brasileira.
4. Expectativas para o futuro e próximos passos
Com a incorporação concluída, a Abigraf Nacional passa a trabalhar para ampliar sua capilaridade. Segundo Julião Gaúna, o objetivo é que cada estado brasileiro tenha uma Abigraf Regional em atividade, com estrutura para atender às demandas locais. Atualmente, a maioria dos estados já possui regional estabelecida, enquanto outros operam por meio de diretores regionais.
Além da expansão da capilaridade, a incorporação abre espaço para maior foco em capacitação profissional, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde a escassez de mão de obra especializada é um gargalo relevante. A agenda também pode favorecer iniciativas ligadas à inovação, sustentabilidade e adaptação das empresas às novas demandas do mercado por processos mais eficientes e embalagens de menor impacto.
5. Oportunidades para associados e para o setor como um todo
Para os empresários gráficos, a unificação traz uma série de benefícios práticos:
- Representação política mais forte: Uma única entidade, com capilaridade nacional e legitimidade para dialogar com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em defesa dos interesses do setor.
- Programas de capacitação regionalizados: Cursos, palestras e treinamentos adaptados às realidades de cada região, abordando desde fundamentos da gestão gráfica até tecnologias de ponta como impressão digital, automação e sustentabilidade.
- Compartilhamento de informações estratégicas: Acesso a estudos de mercado, análises de tendências e dados de desempenho do setor, permitindo que as empresas tomem decisões mais embasadas.
- Networking e parcerias: A integração facilita o contato entre empresas de diferentes regiões, fomentando parcerias comerciais, transferência de tecnologia e cooperação em projetos de inovação.
- Acesso a oportunidades institucionais: A atuação da entidade pode aproximar empresas de programas de capacitação, iniciativas setoriais, informação estratégica e possíveis caminhos de apoio à inovação e à sustentabilidade.
Conclusão
A incorporação da Andigraf pela Abigraf Nacional é um movimento institucional relevante para a reconstrução da unidade da indústria gráfica brasileira. Ao restabelecer presença nas regiões Norte e Nordeste, a Abigraf amplia sua capilaridade e reforça sua capacidade de articulação nacional. Para empresários gráficos, este é um momento oportuno para se aproximar das regionais, acompanhar programas de capacitação e participar mais ativamente da construção de uma agenda voltada à inovação, sustentabilidade e competitividade da cadeia produtiva gráfica no Brasil.
Referências e créditos
- Abigraf Nacional. (2026). Abigraf Nacional conclui incorporação da Andigraf e reforça sua posição como principal entidade representativa do setor no Brasil.
- ExpoPrint. (2026). Abigraf Nacional conclui incorporação da Andigraf.
- Andigraf – Associação Nacional das Indústrias Gráficas e da Comunicação.
- Abigraf Nacional. (2026). ABIGRAF 50 anos – Nossa história.
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