- A GEW lançou a plataforma EOS Power & Control, nova infraestrutura de potência e controle para sistemas de cura UV, UV LED e excimer.
- O dado técnico mais relevante é a substituição da infraestrutura RHINO por uma plataforma com fontes de potência, eletrônica de controle, cabeamento e software redesenhados.
- Para o Brasil, a leitura prática está na integração entre cura, telemetria, manutenção, retrofit, dados de produção e suporte técnico.
Cura UV na flexografia ganhou uma nova camada de controle com o lançamento da EOS Power & Control Platform, apresentada pela GEW. Segundo a fabricante britânica, a plataforma começou a ser lançada em setembro de 2026 e substitui a infraestrutura RHINO em novos sistemas de cura UV, UV LED e excimer.
O anúncio interessa a convertedores de rótulos, embalagens e aplicações industriais porque desloca parte da discussão técnica da lâmpada para a infraestrutura de potência, controle, comunicação e monitoramento. Em outras palavras, a cura deixa de ser apenas uma etapa de secagem e passa a fazer parte da arquitetura de dados e integração da impressora.
É uma plataforma de potência e controle para sistemas de cura UV, UV LED e excimer. Segundo a GEW, a EOS substitui a infraestrutura RHINO, redesenhando fontes de potência, eletrônica de controle, cabeamento e software, com lampheads serializados, telemetria, monitoramento remoto, criptografia ponta a ponta e compatibilidade ArcLED.
Por que a plataforma de potência importa na cura UV
Em uma linha flexográfica, o sistema de cura não trabalha isolado. Ele precisa responder à velocidade da máquina, à tinta, ao verniz, ao substrato, à espessura de camada, à estabilidade elétrica, à temperatura, ao tipo de fonte UV e à rotina de manutenção. Por isso, a plataforma de potência e controle interfere diretamente na repetibilidade da cura e na capacidade de diagnóstico.
De RHINO para EOS
A GEW informa que a EOS substitui a infraestrutura RHINO em sua nova geração de sistemas. O redesenho inclui fontes de potência, eletrônica de controle, cabeamento e software de controle UV. A contrapartida técnica é que a própria GEW informa não haver compatibilidade reversa de EOS para RHINO; portanto, a decisão de retrofit ou nova instalação precisa considerar arquitetura existente, custos de atualização e suporte.
Lampheads serializados e telemetria
Segundo a fabricante, a EOS introduz lampheads inteligentes e serializados para ampliar telemetria, integração com OEMs, manutenção e suporte a protocolos modernos de comunicação. A vantagem está no acesso a dados do sistema; a contrapartida é que esses dados só geram valor quando a gráfica possui rotina de análise, histórico de produção e equipe capaz de interpretar alarmes, horas de uso e comportamento da cura.
Monitoramento remoto e criptografia
A GEW também informa que a plataforma traz monitoramento remoto aprimorado e criptografia ponta a ponta em todo o tráfego de comunicação. Esse ponto aproxima o sistema de cura da lógica de Indústria 4.0, mas exige atenção a rede, acesso remoto, segurança da informação, responsabilidade de suporte e política interna de conectividade.
ArcLED e a transição entre UV convencional e UV LED
Um ponto relevante do anúncio é a compatibilidade da EOS com a tecnologia intercambiável ArcLED da GEW. Na prática, isso mantém a lógica de alternância entre lâmpadas de arco UV e sistemas UV LED no mesmo conceito de infraestrutura. Para o convertedor, essa flexibilidade deve ser analisada junto com tinta, verniz, fotoiniciador, substrato, velocidade, dose UV, irradiância e validação de produto.
Flexibilidade técnica não elimina validação de processo
A compatibilidade entre UV convencional e UV LED reduz barreiras de migração, mas não transforma automaticamente um processo em outro. Tintas, vernizes, adesão, resistência, migração, acabamento e critérios do cliente final precisam ser testados. A tecnologia de potência cria uma base de controle; a estabilidade final depende do conjunto completo de materiais e parâmetros.
EOS para retrofit e para OEMs
A página técnica da GEW apresenta a EOS tanto para usuários finais que compram ou atualizam sistemas UV, UV LED ou excimer quanto para fabricantes de máquinas que integram esses sistemas às impressoras. Para o convertedor, isso significa que o mesmo nome técnico pode aparecer em projetos diferentes: retrofit em máquina existente, nova máquina com sistema GEW integrado ou solução especificada pelo OEM.
| Item | Valor declarado | Como ler esse dado |
|---|---|---|
| Substituição tecnológica | EOS substitui a infraestrutura RHINO em novos sistemas | A decisão precisa avaliar compatibilidade, retrofit, suporte, peças e arquitetura existente da impressora |
| Comunicação | Lampheads inteligentes e serializados, telemetria e protocolos modernos | Dados só geram resultado quando a planta monitora indicadores e transforma alarme em ação de manutenção |
| Segurança | Criptografia ponta a ponta em todo o tráfego de comunicação | Recurso relevante para sistemas conectados, mas dependente de política de rede, acesso remoto e suporte |
| ArcLED | Compatibilidade com tecnologia intercambiável ArcLED | Ajuda na transição entre arco UV e UV LED, mas materiais, tintas e critérios de cura precisam ser validados |
A GEW informa que RHINO e RLT foram suas plataformas proprietárias de fonte de potência e controle desde 2013. A partir de 2027, a empresa fará a transição total para sistemas EOS em novas instalações, mantendo suporte para RHINO e RLT quando clientes buscarem retrofit, atualização para tecnologias GEW UV ou UV LED, ou peças de reposição.
O que isso muda para o convertedor brasileiro
Para o convertedor brasileiro, a EOS deve ser lida como infraestrutura de processo, não apenas como lançamento de componente. Em sistemas UV e UV LED, estabilidade elétrica, controle de potência, comunicação, manutenção e monitoramento impactam diretamente produtividade, repetibilidade e risco de parada.
- Retrofit exige diagnóstico antes da compra. Antes de atualizar um sistema de cura, é necessário mapear tensão elétrica, espaço físico, refrigeração, exaustão, integração com a máquina, tipo de tinta, velocidade média e suporte local.
- Telemetria só tem valor com rotina de análise. Contadores de horas, refletores, alarmes, monitoramento remoto e dados de lamphead ajudam no controle, mas precisam entrar no plano de manutenção preventiva.
- UV LED não é apenas troca de lâmpada. A compatibilidade ArcLED ajuda na migração, mas tinta, verniz, fotoiniciador, substrato, adesão e resistência final seguem como pontos de validação.
- Integração com OEMs muda a responsabilidade técnica. Quando o sistema de cura vem integrado à impressora, o convertedor precisa entender quem responde por software, comunicação, peças, diagnóstico remoto e intervenções em campo.
O que a GEW apresentou na LOUPE Americas
A página oficial da LOUPE Americas informa que a GEW apresentaria a EOS como sua principal introdução no evento, ao lado de novos produtos relacionados a resfriamento e controle de dose. A cobertura da Labels & Labeling também registra o lançamento no estande 3500, destacando a substituição da infraestrutura RHINO, telemetria, integração OEM, monitoramento remoto e criptografia ponta a ponta.
Air Blast Cooler e DoseGuard Laboratory Unit
Além da EOS, a GEW também apresentou o Air Blast Cooler e a unidade laboratorial DoseGuard. Esses itens apontam para uma leitura mais ampla: controle térmico, medição de dose e gestão do sistema de cura estão se aproximando da rotina de qualidade. Para convertedores, isso reforça a necessidade de tratar cura como variável crítica de processo.
Cura UV como dado de produção
Quando o sistema de cura passa a fornecer mais telemetria, a conversa muda. Deixa de ser apenas “a lâmpada está funcionando?” e passa a incluir horas de uso, condição de refletor, estabilidade, alarmes, integração com máquina e histórico de manutenção. Essa informação ajuda na decisão, desde que o chão de fábrica registre e use esses dados.
Antes de trocar ou modernizar um sistema de cura UV, faça um levantamento técnico com cinco itens: tipo de tinta ou verniz, velocidade média real, histórico de falhas de cura, condição elétrica da máquina e custo de parada. A consultoria da Flexo In Foco utiliza esse tipo de diagnóstico para diferenciar problema de cura, problema de processo e problema de especificação.
O que é cura UV na flexografia?
É o processo de endurecimento ou fixação de tintas, vernizes e revestimentos por exposição à radiação ultravioleta. Na flexografia, a cura UV é usada principalmente em rótulos, etiquetas, embalagens e aplicações especiais que exigem secagem rápida e resistência controlada.
Qual a diferença entre UV convencional e UV LED?
O UV convencional usa lâmpadas de arco, enquanto o UV LED usa módulos de LED em faixas específicas de emissão. A escolha depende de tinta, verniz, substrato, velocidade, dose, irradiância, temperatura, custo de energia, manutenção e validação do produto final.
A plataforma EOS substitui todos os sistemas RHINO existentes?
Não automaticamente. A GEW informa que a transição para EOS ocorrerá em novas instalações a partir de 2027, mas também declara que continuará dando suporte a sistemas RHINO e RLT existentes em casos de retrofit, atualização tecnológica ou necessidade de peças.
O que significa ArcLED?
ArcLED é a tecnologia intercambiável da GEW que permite usar sistemas de arco UV e UV LED dentro do mesmo conceito de infraestrutura. A vantagem está na flexibilidade; a validação de tinta, verniz, substrato e desempenho final continua necessária.
Por que telemetria é importante em sistemas de cura?
Telemetria permite acompanhar dados como horas de operação, condição de componentes, alarmes e comportamento do sistema. Esses dados ajudam na manutenção preventiva e na redução de paradas quando a empresa possui rotina de leitura e ação.
Vale acompanhar a EOS no mercado brasileiro?
Sim, principalmente para convertedores que operam cura UV ou avaliam migração para UV LED. A EOS indica que a competição técnica não está apenas na potência da lâmpada, mas na integração entre fonte de potência, controle, telemetria, segurança de comunicação e suporte. Para o Brasil, a decisão deve começar pelo diagnóstico da máquina, do processo, dos materiais e da estrutura de assistência disponível.
Quer avaliar se seu sistema de cura UV está limitando a produtividade? A equipe da Flexo In Foco auxilia convertedores na análise de cura, perdas, preparação/acerto, materiais, velocidade real, manutenção e critérios de investimento.
Referências e créditos
Flexo In Foco — Treinamentos e Consultoria
Conteúdo técnico para profissionais de pré-impressão, impressão e conversão flexográfica.



















