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Os Titãs da Indústria Flexográfica: A História da Mark Andy

A indústria flexográfica tem suas bases construídas por empresas que não apenas acompanharam a evolução do mercado, mas ajudaram a definir seus rumos ao longo das décadas. Uma dessas empresas é a norte-americana Mark Andy, referência global em soluções para impressão de rótulos e embalagens, com uma trajetória marcada por eficiência industrial, automação, expansão de aplicações e integração entre flexografia, acabamento e digital. Desde sua origem, a empresa se posicionou como uma marca voltada para resultado, produtividade e fluxo contínuo dentro das operações gráficas.

As Raízes: Eficiência e Impressão em Linha (1946–1970)

A história da Mark Andy começou em 1946, no estado do Missouri, nos Estados Unidos, em um momento em que a indústria gráfica ainda buscava mais velocidade, mais estabilidade e mais repetibilidade. Desde o início, a empresa foi moldada com uma mentalidade prática e industrial, orientada não apenas à fabricação de equipamentos, mas à solução de problemas produtivos.

Poucos anos depois, em 1951, a Mark Andy já avançava de forma decisiva para o território da flexografia em linha. Esse foi um movimento essencial para sua relevância histórica, porque ajudou a fortalecer uma lógica que se tornaria central para o mercado de rótulos: imprimir em linha, integrar etapas, reduzir manuseios e aumentar a consistência do processo. Era o início de uma filosofia produtiva que valorizava não apenas a qualidade de impressão, mas também a agilidade operacional, o menor desperdício e a previsibilidade industrial.

Consolidação e Crescimento (1970–2000)

Expansão estrutural e fortalecimento industrial

À medida que o mercado de rótulos autoadesivos crescia, a exigência também aumentava. Os convertedores passaram a lidar com mais versões de um mesmo produto, tiragens cada vez mais variadas, prazos mais curtos e um nível de qualidade que já não admitia improviso. Foi nesse cenário que a Mark Andy ganhou protagonismo ao entender que o futuro da impressão não estaria apenas na capacidade de colocar tinta sobre o substrato, mas em fazer isso com velocidade, repetibilidade, controle e inteligência de processo.


Em 1979, a empresa transferiu sua sede para Chesterfield, também em Missouri, consolidando sua estrutura industrial e fortalecendo sua capacidade de engenharia, desenvolvimento e suporte. Esse passo deixou ainda mais evidente que a Mark Andy não era apenas uma fabricante de máquinas, mas uma organização em expansão, preparada para crescer junto com o mercado e responder às mudanças tecnológicas das décadas seguintes.

Era da Expansão Técnica: Banda Média e Cura UV (2001–2010)

Um dos pontos de virada mais importantes da trajetória da Mark Andy ocorreu em 2001, quando a empresa reforçou de maneira estratégica sua presença no setor ao incorporar capacidades ligadas à banda média e aos sistemas de cura UV. Esse movimento foi decisivo porque mostrou que a empresa não queria permanecer restrita apenas ao campo tradicional dos rótulos. Ela queria ampliar seu alcance técnico, entrar em aplicações mais complexas e atender convertedoras que buscavam mais largura, mais diversidade de substratos e mais produtividade em processos exigentes.

Esse avanço em direção à banda média estreita foi especialmente relevante porque muitos convertedores passaram a procurar soluções intermediárias entre a narrow web tradicional e estruturas maiores dedicadas à embalagem flexível. Foi justamente nesse espaço que a Mark Andy encontrou uma oportunidade estratégica: oferecer equipamentos capazes de ampliar o portfólio de aplicações sem obrigar o cliente a romper totalmente com a lógica operacional já dominada em sua planta.

Ecossistema de Produção: Muito Além da Impressão

A força da Mark Andy nunca esteve restrita apenas à impressão. Outro ponto que explica sua posição de destaque está no entendimento de que a performance industrial não termina na última unidade de impressão. Por isso, a empresa também avançou com força para o acabamento, a inspeção e o rebobinamento. Afinal, imprimir bem é apenas parte do processo. O verdadeiro ganho industrial acontece quando a bobina sai pronta, convertida, inspecionada e com padrão consistente até o fim da linha.

Essa visão sistêmica fortaleceu a Mark Andy como fornecedora de soluções completas. Em vez de oferecer apenas um equipamento isolado, a empresa passou a construir um ecossistema de produção, conectando impressão, acabamento, inspeção, suprimentos e suporte técnico. Esse tipo de abordagem é justamente o que diferencia empresas que apenas participam do mercado daquelas que realmente moldam o mercado.

A Revolução da Automação (2009–2010)

Em 2009, a Mark Andy deu mais um passo importante com o lançamento da Performance Series. E aqui estamos falando de muito mais do que uma nova linha de equipamentos. Estamos falando de uma mudança de patamar. A Performance Series representou a entrada definitiva da empresa em uma lógica mais moderna de automação, modularidade e controle servo.

Na prática, isso significou trocas de trabalho mais rápidas, melhor estabilidade de registro, repetibilidade superior e uma plataforma muito mais alinhada à realidade de quem precisa produzir com eficiência em cenários de maior variabilidade. Essa evolução foi extremamente importante porque acompanhou uma transformação profunda no perfil dos trabalhos gráficos. O mercado deixou de ser dominado apenas por longas tiragens padronizadas e passou a exigir agilidade para múltiplas versões, menor desperdício no setup e tempos de resposta cada vez mais curtos.

A Era da Diversificação: Filmes, Sleeves e Embalagens

Quando falamos da entrada e do fortalecimento da empresa na banda média estreita, também precisamos destacar o desenvolvimento de plataformas voltadas para aplicações mais amplas, como shrink sleeves, materiais fílmicos e determinadas estruturas ligadas ao universo das embalagens. Essa transição mostra um aspecto muito importante da estratégia da Mark Andy: expandir sem perder identidade.

Em vez de abandonar suas raízes no mercado de rótulos, a empresa usou sua experiência em flexografia para ganhar espaço em aplicações adjacentes, ampliando o mercado endereçável de seus clientes. Isso tem um peso enorme na prática industrial, porque para muitos convertedores, crescer não significa simplesmente comprar um equipamento maior. Crescer significa investir com inteligência, reduzir risco, aproveitar conhecimento já adquirido e entrar em novas aplicações sem criar uma ruptura operacional total.

A Era Híbrida: Integração entre Flexo e Digital (2010–Atualidade)

Ao longo da década de 2010 e nos anos seguintes, tornou-se cada vez mais claro que o mercado não caminharia para uma disputa entre a flexografia e o digital, mas para uma integração entre as duas tecnologias. E a Mark Andy entendeu isso de forma estratégica. Em vez de tratar o digital como ameaça, passou a enxergá-lo como complemento.

Essa visão híbrida tem enorme valor porque atende exatamente à realidade do mercado moderno. A flexografia continua sendo extremamente forte em produtividade, custo por metro e estabilidade em volumes maiores. Já o digital entra com grande força em personalização, dados variáveis, múltiplas versões e rapidez para tiragens curtas. Quando essas duas frentes são integradas com inteligência, o resultado é um fluxo mais ágil, menos dependente de setups longos e mais alinhado às exigências atuais das marcas.

Inovações Atuais: Presença Global e Suporte como Parte do Produto

Outro fator decisivo para entender a força da Mark Andy é sua presença global. A empresa construiu uma rede internacional com operações, centros tecnológicos, showrooms, suporte técnico e canais comerciais em diferentes regiões do mundo. Isso é fundamental porque, em bens de capital, o valor do equipamento não está apenas no momento da compra. Está no suporte, na peça disponível, na velocidade de resposta, no treinamento, na consultoria aplicada e na confiança operacional que a marca consegue transmitir ao cliente no dia a dia.

No mundo real, o cliente não compra apenas uma impressora. Ele compra disponibilidade, continuidade e segurança de processo. E é justamente nesse ponto que empresas globais com estrutura de apoio consistente se diferenciam. A Mark Andy compreendeu que serviço, suprimento, suporte e proximidade técnica fazem parte do produto.

Os Cinco Pilares de um Titã

Estes são os cinco pilares que sustentam o título de “titã” da Mark Andy:

1. Consolidação da impressão em linha
A empresa ajudou a fortalecer a lógica industrial da impressão in line em um mercado que exigia velocidade, repetibilidade e integração de etapas.

2. Evolução estruturada e escalável
A Mark Andy soube evoluir de forma consistente, saindo de uma base tradicional para plataformas mais modernas, automatizadas e escaláveis.

3. Expansão para novas aplicações
A entrada em banda média estreita, filmes, sleeves e embalagens mostrou uma estratégia de crescimento técnico sem ruptura operacional total.

4. Integração entre flexo e digital
A empresa entendeu o híbrido como evolução natural da operação gráfica, unindo produtividade, inteligência e flexibilidade.

5. Presença global com suporte consistente
Mais do que vender equipamentos, a Mark Andy construiu uma estrutura para sustentar seus clientes ao longo do tempo.

Conclusão

A Mark Andy merece o título de titã da indústria flexográfica porque sua história mostra que inovação não é apenas lançar tecnologia. Inovação também é entender o chão de fábrica, enxergar as próximas demandas do mercado e construir soluções que realmente aumentem produtividade, previsibilidade e competitividade. A empresa não é apenas parte da história da flexografia. Ela é uma das marcas que ajudaram a escrever essa história.

Este é mais um capítulo da série Os Titãs da Indústria Flexográfica. Acompanhe os próximos episódios para conhecer outras empresas que transformaram o setor com tecnologia, visão industrial e capacidade real de mudar o mercado.


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