- A Durst Group anunciou que adquirirá a MPS Printing B.V., especialista neerlandesa em sistemas flexográficos para rótulos e embalagens flexíveis.
- O dado técnico mais relevante é a ampliação da plataforma da Durst para integrar impressão digital, flexografia, software, automação e acabamento.
- Para o Brasil, a leitura prática está na convergência entre tecnologias: o futuro da produção de rótulos não será decidido por uma única plataforma.
Impressão híbrida de etiquetas ganhou um movimento estratégico importante com o anúncio de que a Durst Group adquirirá a MPS Printing B.V.. Segundo a Durst, a MPS passará a integrar o grupo a partir de 1º de janeiro de 2027, operando como MPS – A Durst Group Company, desde que a operação seja concluída conforme as condições usuais de fechamento e aprovações regulatórias.
O anúncio foi feito durante a LOUPE Americas 2026 e reforça uma leitura técnica relevante: digital, flexografia, software, automação e acabamento estão sendo organizados em plataformas de produção mais conectadas. Para convertedores brasileiros, o ponto não é apenas quem compra quem, mas como esse tipo de consolidação altera suporte, integração, atualização tecnológica e decisão de investimento.
Significa que a Durst pretende ampliar sua plataforma para rótulos e embalagens flexíveis, somando sua base em impressão digital, software e automação à experiência flexográfica da MPS. A operação reforça a busca por ambientes produtivos integrados, mas ainda depende de fechamento e aprovações regulatórias.
Por que a compra da MPS amplia a plataforma da Durst
A Durst informa que a aquisição representa mais um passo em seu compromisso de longo prazo com o mercado de rótulos e embalagens flexíveis. A empresa afirma que o setor está passando por uma transformação em direção a fluxos mais automatizados, conectados e capazes de lidar com diferentes aplicações, tiragens e modelos de negócio.
Digital, flexografia e automação no mesmo ecossistema
Segundo o comunicado, a Durst já possui base em impressão digital, software e automação. Com a MPS, o grupo acrescenta tecnologia flexográfica, engenharia e conhecimento aplicado em rótulos e embalagens flexíveis. A contrapartida técnica é que integração não se resume a portfólio: exige compatibilidade de workflow, suporte, treinamento, peças, padronização de processo e clareza sobre qual tecnologia atende cada tipo de trabalho.
A MPS seguirá como marca dentro do grupo
A Durst informa que, a partir de 1º de janeiro de 2027, a MPS operará como MPS – A Durst Group Company. A MPS continuará desenvolvendo, fabricando e comercializando seu portfólio existente de sistemas flexográficos. A gestão atual também permanecerá em operação, com Michiel Borst na liderança como Managing Director dentro da estrutura do grupo.
Continuidade de contratos e suporte
O comunicado informa que os canais diretos de vendas da MPS seguirão ativos na Europa. Nos Estados Unidos, a Durst US assumirá vendas e serviço do portfólio MPS. Contratos e compromissos de serviço existentes permanecerão conforme seus termos. Para o Brasil, a leitura crítica é outra: será necessário verificar como a integração afetará atendimento regional, peças críticas, treinamento e escalonamento técnico.
O que muda na estratégia híbrida da Durst
Um ponto importante do comunicado é a manutenção da parceria entre Durst e OMET. A Durst afirma que a cooperação continuará de forma independente da transação com a MPS. As plataformas híbridas KJet e XJet, desenvolvidas e comercializadas com a OMET, permanecem como parte da estratégia híbrida da empresa.
A aquisição não substitui a parceria com OMET
A Durst declara que o objetivo não é duplicar soluções, mas oferecer diferentes tecnologias, níveis de automação e conceitos produtivos conforme a necessidade do cliente. Essa afirmação é relevante porque o mercado de rótulos não trabalha com uma única lógica produtiva. Há empresas focadas em digital, outras em flexografia, outras em linhas híbridas e muitas em uma combinação por aplicação, tiragem, material e acabamento.
MPS acrescenta outra frente flexográfica
A MPS possui portfólio voltado a sistemas flexográficos, híbridos e offset para rótulos e embalagens. Em sua comunicação de produto, a empresa destaca linhas como EF, EF Packaging e EXL-Packaging, com foco em automação, conectividade, multissubstrato e aplicações em rótulos, materiais fílmicos e embalagens flexíveis. A leitura técnica é que esse portfólio amplia a base convencional da Durst, mas não elimina a necessidade de escolher a tecnologia conforme o mix real de produção.
| Item | Valor declarado | Como ler esse dado |
|---|---|---|
| Operação | MPS passará a integrar a Durst em 1º de janeiro de 2027 | A data depende do fechamento da transação e das aprovações regulatórias indicadas no comunicado |
| Marca | MPS operará como MPS – A Durst Group Company | A marca permanece, mas integrada à estrutura de gestão e suporte do grupo |
| Portfólio | MPS continuará desenvolvendo e comercializando seus sistemas flexográficos | Continuidade de produto não significa ausência de mudanças futuras em roadmap, canais e integração técnica |
| Estratégia híbrida | Parceria Durst-OMET segue independente da aquisição da MPS | A Durst passa a ter mais alternativas, não apenas uma rota única de combinação entre digital e flexografia |
Antes do anúncio envolvendo a MPS, a Durst já atuava em soluções híbridas com a OMET por meio das plataformas KJet e XJet. Com a entrada planejada da MPS, a empresa amplia sua base em flexografia, engenharia e aplicações para rótulos e embalagens flexíveis. Para o mercado, isso sinaliza que os fornecedores buscam cobrir diferentes perfis de produção: digital puro, flexo, híbrido, acabamento em linha, software e automação.
O que isso muda para o convertedor brasileiro
Para o convertedor brasileiro, a aquisição deve ser lida como um movimento de plataforma, não apenas como notícia corporativa. O setor está indo para estruturas em que máquina, software, dados, automação, acabamento e suporte fazem parte da mesma decisão industrial.
- A decisão deixa de ser apenas digital contra flexografia. A compra reforça que a disputa real está na combinação correta entre tecnologias. Tiragens curtas, dados variáveis, personalização, grandes volumes, acabamentos e materiais diferentes pedem rotas produtivas distintas.
- Suporte e peças ganham peso estratégico. A Durst informa que a MPS se beneficiará da infraestrutura internacional de serviço e peças do grupo. Para o Brasil, o ponto crítico é confirmar quem atende, em qual prazo, com qual estoque e com que autonomia técnica.
- Integração exige processo medido. Software, automação e inteligência produtiva entregam valor quando a planta já mede preparação/acerto, perdas, paradas, retrabalho, velocidade média e gargalos de acabamento.
- Roadmap de produto precisa ser acompanhado. A permanência da MPS como marca é positiva para continuidade, mas o convertedor deve acompanhar como Durst, MPS e OMET organizarão portfólio, atualizações, treinamento e posicionamento comercial nos próximos anos.
Por que o mercado caminha para plataformas integradas
A Durst afirma que sua estratégia de longo prazo é conectar sistemas de impressão, software, automação de workflow e inteligência produtiva em ambientes mais integrados. Essa visão acompanha um ponto já visível no chão de fábrica: o gargalo nem sempre está na velocidade da impressora. Muitas perdas aparecem em orçamento, entrada de pedido, pré-impressão, aprovação, preparação/acerto, troca de trabalho, acabamento e expedição.
Software não substitui método industrial
Software e conectividade ajudam a organizar dados, mas não corrigem sozinhos cadastro inconsistente, apontamento incompleto, especificação fraca de material ou ausência de padrão de aprovação. Para capturar ganho real, o convertedor precisa medir o processo antes de comparar fichas técnicas de equipamentos.
Flexografia segue relevante na estratégia híbrida
O próprio comunicado da Durst afirma que o futuro da produção de rótulos não será baseado em uma única tecnologia. A flexografia segue relevante quando há volume, repetição, produtividade, aplicação de cores especiais, enobrecimentos, materiais específicos e acabamento em linha. A impressão digital ganha força em variação, dados, versões e redução de etapas em determinados perfis de trabalho.
Antes de avaliar uma plataforma híbrida, levante cinco indicadores internos: tempo médio de preparação/acerto, percentual de perdas por troca de trabalho, velocidade média real, volume por faixa de tiragem e gargalo principal do acabamento. A consultoria da Flexo In Foco usa esse tipo de diagnóstico para separar tecnologia necessária de compra motivada apenas por tendência de mercado.
O que é impressão híbrida de etiquetas?
É a combinação de tecnologias, normalmente flexografia, impressão digital, acabamento, inspeção e software, em uma mesma estratégia produtiva. O objetivo é escolher a melhor rota para cada aplicação, tiragem, material, variação de dados e necessidade de acabamento.
A compra da MPS pela Durst já está concluída?
Não. O comunicado informa que a MPS passará a integrar a Durst em 1º de janeiro de 2027, mas também afirma que a transação permanece sujeita às condições usuais de fechamento e aprovações regulatórias.
A MPS deixará de existir como marca?
Segundo a Durst, a MPS continuará operando como MPS – A Durst Group Company. A empresa também informa que a MPS seguirá desenvolvendo, fabricando e comercializando seu portfólio existente de sistemas flexográficos.
A parceria entre Durst e OMET será encerrada?
Não. A Durst afirma que a parceria com a OMET continua de forma independente da transação com a MPS. As plataformas KJet e XJet seguem como parte da estratégia híbrida da Durst.
Como o convertedor deve avaliar uma solução híbrida?
A avaliação deve começar pelo mix real de produção: tiragem média, número de SKUs, trocas de trabalho, dados variáveis, acabamentos, perdas, tempo de preparação/acerto, disponibilidade de equipe e suporte técnico local.
Vale acompanhar esse movimento a partir do Brasil?
Sim. A aquisição planejada da MPS pela Durst reforça que o mercado de rótulos e embalagens caminha para decisões mais integradas. Para o convertedor brasileiro, o aprendizado é claro: antes de escolher entre digital, flexografia ou híbrido, é necessário entender o próprio mix, os gargalos internos e o custo real por pedido. A tecnologia certa não é a mais comentada; é a que conversa com o processo da empresa.
Quer avaliar se uma solução híbrida faz sentido para sua produção? A equipe da Flexo In Foco auxilia convertedores na análise de mix produtivo, gargalos, tempo de preparação/acerto, perdas, automação, acabamento e critérios de investimento.
Referências e créditos
- Durst Group. (2026). Durst Group will Acquire MPS, Expanding Its Label Printing Platform.
- MPS Printing B.V. Flexo, hybrid, and offset printing press solutions.
- MPS Printing B.V. Supplier of label and packaging printing presses.
- OMET. Durst Group and OMET to strengthen strategic partnership.
- Durst Group. XJet hybrid label printing platform.
Flexo In Foco — Treinamentos e Consultoria
Conteúdo técnico para profissionais de pré-impressão, impressão e conversão flexográfica.



















