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Metamerismo na flexografia: quando a cor aprovada muda sob outra luz

Colorimetria aplicada à flexografia Metamerismo na flexografia: quando a cor aprovada muda sob outra luz Uma análise técnica sobre a relação entre luz, pigmentos, substratos, tintas flexográficas, medição espectral, normas ISO e controle industrial da cor em embalagens impressas. Resumo técnico O metamerismo na flexografia é um fenômeno óptico e colorimétrico no qual duas amostras […]

por | 12 maio 2026 | Notícias

Colorimetria aplicada à flexografia

Metamerismo na flexografia: quando a cor aprovada muda sob outra luz

Uma análise técnica sobre a relação entre luz, pigmentos, substratos, tintas flexográficas, medição espectral, normas ISO e controle industrial da cor em embalagens impressas.

Resumo técnico

O metamerismo na flexografia é um fenômeno óptico e colorimétrico no qual duas amostras apresentam aparência semelhante sob uma determinada condição de iluminação, mas exibem diferença perceptível quando avaliadas sob outro iluminante.

Na impressão flexográfica, esse comportamento é crítico porque a cor impressa resulta da interação entre fonte de luz, pigmentos, resinas, substrato, anilox, volume de tinta transferido, cura, secagem, branco de fundo, verniz, laminação e observador.

Em termos industriais, a consequência é direta: uma embalagem pode ser aprovada na cabine de luz, no acerto de máquina ou na prova contratual, mas apresentar desvio visual no supermercado, na loja, no estoque ou no ambiente do consumidor.

A cor não é uma propriedade isolada da tinta. A cor é uma resposta física gerada pela interação entre radiação luminosa, matéria e sistema visual humano. Por isso, em processos gráficos industriais, a aparência final de uma embalagem não pode ser definida apenas por uma leitura visual rápida ou por um valor colorimétrico isolado.

Na flexografia, esse tema assume maior complexidade porque o processo envolve transferência controlada de tinta por meio do anilox, formação de filme impresso, variação de substrato, influência do branco, interferência de vernizes e, em muitos casos, estruturas laminadas ou materiais com comportamento óptico não linear.

Ponto central: duas cores podem parecer iguais em uma cabine de luz e se comportar de forma diferente no ponto de venda. Quando isso ocorre, o problema não está apenas no olhar do avaliador. Pode existir uma diferença espectral real entre as amostras.

1. O que é metamerismo?

Metamerismo é a condição em que duas amostras produzem uma aparência visual semelhante sob um iluminante, mas apresentam diferença perceptível quando a composição espectral da luz muda.

Do ponto de vista físico, isso acontece porque as amostras possuem curvas de refletância espectral diferentes. Mesmo que elas resultem em valores Lab próximos sob uma fonte de luz específica, a mudança do iluminante altera a energia disponível em cada região do espectro visível. Como cada material absorve e reflete essa energia de maneira particular, a equivalência visual pode desaparecer.

Representação simplificada do espectro visível

Violeta / Azul Verde Amarelo Laranja / Vermelho

Quando duas amostras refletem essas faixas de forma diferente, elas podem parecer iguais sob uma luz e diferentes sob outra. É por isso que o controle de metamerismo exige análise espectral e não apenas avaliação visual.

2. A base física da cor impressa

A percepção de cor em uma embalagem flexográfica depende de três elementos fundamentais: fonte de luz, objeto impresso e observador.

Fonte de luz

Cada iluminante possui distribuição espectral própria. D50, D65, LED frio, LED quente, fluorescente e luz residencial não excitam a amostra da mesma forma.

Objeto impresso

Pigmentos, resinas, substratos, branco, verniz e laminação absorvem e refletem a luz de maneira diferente ao longo do espectro.

Observador

A resposta visual humana depende do campo de visão, adaptação cromática, contraste, idade, fadiga visual e condição de avaliação.

Quando qualquer um desses três elementos muda, a percepção da cor pode mudar. Por isso, a avaliação técnica de cor em flexografia precisa ser padronizada, documentada e vinculada ao ambiente real de uso da embalagem.

3. Por que o metamerismo é crítico na flexografia?

A flexografia é um processo sensível à transferência de tinta. Pequenas variações no volume transferido pelo anilox, na viscosidade, na pressão de impressão, no pH, na secagem, na cura UV ou na tensão superficial do substrato podem alterar densidade, saturação, brilho, transparência e resposta espectral da cor.

O problema se agrava quando a embalagem impressa é avaliada em uma condição e utilizada em outra. A aprovação pode ocorrer em luz padronizada, mas o consumidor verá a embalagem sob LED comercial, fluorescente, luz quente, luz natural indireta ou iluminação de gôndola.

Alerta técnico: um valor de ΔE aceitável em uma condição de medição não garante, sozinho, ausência de metamerismo. O ΔE informa a diferença colorimétrica dentro de uma condição específica; a curva espectral mostra como a amostra responde à luz ao longo do espectro visível.

4. Normas técnicas aplicáveis ao controle de cor e embalagem

O controle de metamerismo deve ser integrado a um sistema de padronização técnica. Na prática, isso significa relacionar a avaliação visual, a medição instrumental, a prova, o arquivo digital, a reprodução flexográfica, a segurança de embalagens e os requisitos ambientais.

Norma Campo técnico Aplicação no controle de metamerismo
ISO 12647-6 Controle de processo para impressão flexográfica Apoia a padronização de separações, provas e impressos de produção no processo flexográfico. É a referência central para conectar pré-impressão, prova e impressão.
ISO 13655 Medições espectrais e computação colorimétrica Fundamenta a medição espectral e os cálculos colorimétricos usados para avaliar Lab, ΔE, condições de medição e resposta espectral.
ISO 20654 SCTV — Spot Colour Tone Value Relevante para medição de valores tonais em cores especiais, especialmente em embalagens com cores spot e controle tonal fora do CMYK convencional.
ISO 17972 Formato de troca de dados de cor — CxF/X Permite estruturar a comunicação de dados espectrais de cores, especialmente cores especiais, entre marcas, pré-impressão, laboratório de tintas e produção.
ISO 12647-7 Processo de prova contratual digital Relaciona a prova contratual à condição caracterizada de impressão, reduzindo divergências entre prova aprovada e produção.
ISO 12647-8 Validação de impressos gerados a partir de dados digitais Aplica-se a impressos de validação que simulam a aparência esperada de uma condição de impressão caracterizada, sem substituir a validação do processo produtivo final.
ISO 15930 PDF/X — fechamento de arquivos digitais para gráfica Ajuda a reduzir ambiguidades de arquivo, perfis, separações, cores especiais e dados necessários para reprodução gráfica previsível.
ISO 3664 Condições de visualização — luz D50 Define condições de iluminação para avaliação visual em tecnologia gráfica e fotografia, incluindo o uso de iluminante D50 em ambientes de julgamento crítico.
ISO/TS 22002-4
e ISO 22002-4:2025
Segurança de alimentos na fabricação de embalagens Relaciona boas práticas e programas de pré-requisitos para controle de perigos na fabricação de embalagens para alimentos. A referência técnica atual da ISO é ISO 22002-4:2025.
ISO 18601 a ISO 18606 Sustentabilidade, recuperação e reciclabilidade de embalagens Relaciona requisitos ambientais, otimização do sistema de embalagem, reúso, reciclagem material, recuperação energética e reciclagem orgânica.

Interpretação prática: o metamerismo não deve ser tratado apenas como defeito visual. Ele deve ser conectado ao controle normativo do processo gráfico, da prova, da medição, do arquivo digital, da segurança de embalagem e da sustentabilidade do produto final.

5. Metamerismo em tintas UV, base água e solvente

Cada família de tinta flexográfica apresenta riscos específicos. A formulação, o veículo, o tipo de resina, o mecanismo de secagem ou cura e o comportamento sobre o substrato influenciam diretamente a estabilidade visual da cor.

Sistema de tinta Características técnicas Risco de metamerismo Ponto crítico de controle
UV Filme curado por radiação, alta intensidade de cor e boa estabilidade superficial. Alto em cores especiais Pigmentos, fotoiniciadores, cura, espessura do filme e conversão de spot para CMYKOGV.
Base água Veículo aquoso, forte influência de absorção, pH, substrato e secagem. Médio a alto Alvura do papel, branqueadores ópticos, absorção, porosidade e variação de substrato.
Solvente Filme formado após evaporação de solventes, comum em filmes flexíveis e laminados. Médio a alto Misturas reaproveitadas, pigmentos de origem diferente, laminação, branco e impressão reversa.
CMYKOGV Gama expandida com conjunto fixo de tintas para simular cores especiais. Alto se mal validado Conversão espectral, prova no substrato final e comparação com a cor spot original.

Mapa visual de risco relativo de metamerismo

CMYKOGV sem validação
90%
Cores spot reformuladas
82%
Tintas UV especiais
74%
Base água sobre papel
62%
Processo padronizado
48%

Gráfico conceitual para comunicação técnica. Os percentuais representam uma escala relativa de risco, não uma medição estatística universal. A classificação real depende do substrato, da tinta, da iluminação, da geometria de medição e do critério de aceitação definido para cada produto.

6. O limite do ΔE na avaliação do metamerismo

O ΔE é uma ferramenta indispensável para o controle colorimétrico, mas não deve ser interpretado como resposta absoluta para todos os problemas de cor. Ele indica a diferença entre duas amostras em uma condição específica de cálculo e medição.

Quando duas amostras possuem curvas espectrais diferentes, é possível obter um ΔE aceitável sob um iluminante e uma diferença perceptível sob outro. Por isso, em análise de metamerismo, o número deve ser interpretado junto com a curva espectral e com a condição real de uso da embalagem.

Indicador O que mostra Limitação Uso correto
Lab Posição da cor em um espaço colorimétrico. Depende do iluminante, observador e condição de medição. Comparar padrão e amostra sob condição definida.
ΔE Diferença colorimétrica entre padrão e amostra. Não descreve sozinho a equivalência espectral. Definir tolerância por produto, substrato e aplicação.
Curva espectral Resposta da amostra ao longo do espectro visível. Exige instrumento adequado e interpretação técnica. Avaliar risco de metamerismo e compatibilidade de pigmentos.
SCTV Valor tonal visualmente mais coerente para cores especiais. Não substitui a análise de iluminantes múltiplos. Controlar tons intermediários de spot colors conforme ISO 20654.

7. Cores especiais, Pantone e gama expandida

Um dos campos mais sensíveis ao metamerismo é a substituição de cores especiais por combinações de processo. Na produção tradicional, uma cor especial é formulada com uma composição específica de pigmentos, ocupa uma unidade de impressão e exige preparação, controle, lavagem e rastreabilidade próprios.

Em sistemas de gama expandida, como CMYKOGV, a indústria busca reproduzir parte dessas cores usando um conjunto fixo de tintas. O ganho produtivo pode ser relevante: menos lavagens, menor tempo de setup, menor estoque de cores especiais e maior padronização entre trabalhos.

Entretanto, a conversão de uma cor especial para CMYKOGV não significa que a nova composição terá a mesma curva de refletância espectral da tinta original. A cor pode casar sob a condição principal de avaliação, mas se comportar de maneira diferente sob luz comercial, LED, fluorescente ou residencial.

A flexografia moderna não deve aprovar apenas a aparência momentânea da cor. Deve validar se a cor mantém coerência visual sob as condições reais de exposição da embalagem.

8. Tipos práticos de metamerismo na indústria gráfica

Tipo Descrição Exemplo na flexografia
Metamerismo de iluminante Amostras parecem iguais em uma luz e diferentes em outra. Rótulo aprovado em cabine D50 e percebido diferente sob LED de supermercado.
Metamerismo de observador Duas pessoas percebem a diferença de cor de maneira distinta. Aprovação divergente entre operador, qualidade e cliente.
Metamerismo geométrico A aparência muda com o ângulo de observação ou iluminação. Filmes metalizados, vernizes de alto brilho e laminados.
Metamerismo de campo A percepção muda conforme o tamanho da área observada. Cor aprovada em pequena cartela e rejeitada em grande área chapada.

9. Relação entre metamerismo e variáveis de máquina

Embora o metamerismo seja um fenômeno óptico, o processo produtivo pode ampliar sua percepção. Na flexografia, qualquer instabilidade que altere a espessura do filme de tinta pode modificar a resposta colorimétrica e espectral da amostra.

Variáveis que podem agravar a diferença visual

  • Anilox: BCM inadequado, célula contaminada, desgaste ou lineatura incompatível.
  • Viscosidade: variação de transferência, densidade e formação do filme de tinta.
  • pH em tinta base água: alteração de estabilidade, secagem e comportamento de resina.
  • Cura UV: energia insuficiente, lâmpada degradada ou dose incompatível com a velocidade.
  • Substrato: alvura, brilho, tratamento superficial, absorção e branqueadores ópticos.
  • Branco de fundo: opacidade e espessura influenciam cores em filmes transparentes.
  • Verniz e laminação: alteram brilho, reflexão especular e percepção do tom.
  • Ambiente: temperatura, umidade e iluminação industrial interferem na avaliação visual.

10. Procedimento técnico recomendado para controle

Um sistema robusto de controle de metamerismo deve integrar laboratório de tintas, pré-impressão, impressão, qualidade e especificação técnica do cliente. A aprovação deve ser documentada e vinculada ao uso final da embalagem.

Etapa Ação recomendada Objetivo técnico
1. Padrão físico Identificar, datar, proteger e validar o padrão. Evitar comparação com padrão envelhecido, contaminado ou degradado.
2. Arquivo digital Usar fechamento coerente com PDF/X e preservar dados de cores especiais. Reduzir ambiguidade entre criação, pré-impressão, prova e produção.
3. Medição Definir iluminante, observador, geometria, abertura, fundo e tolerância. Garantir comparabilidade entre leituras e decisões.
4. Prova Relacionar prova contratual ou validação digital à condição caracterizada. Evitar que a prova seja aprovada fora da realidade da impressão flexográfica.
5. Substrato final Avaliar a cor no material real ou em condição tecnicamente equivalente. Capturar influência de absorção, brilho, branco, laminação e fundo.
6. Iluminantes múltiplos Comparar a amostra sob luz gráfica e luz compatível com o ponto de venda. Reduzir risco de aprovação limitada a uma única fonte luminosa.
7. Registro Documentar tinta, lote, anilox, substrato, velocidade, cura, secagem e tolerância. Criar rastreabilidade para repetição de pedidos e análise de desvios.

11. Segurança de alimentos, embalagem e sustentabilidade

Em embalagens para alimentos, o controle de cor não deve ser analisado isoladamente. A escolha de tintas, substratos, vernizes, adesivos, estruturas laminadas e processos de cura ou secagem precisa considerar também segurança de alimentos e requisitos ambientais.

A referência de segurança operacional deve considerar programas de pré-requisitos para fabricação de embalagens, conforme o campo de aplicação da ISO/TS 22002-4 e da referência atual ISO 22002-4:2025. Já a abordagem ambiental deve dialogar com a família ISO 18601 a ISO 18606, que organiza requisitos relacionados ao sistema de embalagem, otimização, reúso, reciclagem, recuperação energética e reciclagem orgânica.

Integração industrial: uma solução colorimétrica tecnicamente eficiente precisa ser compatível com produtividade, segurança do produto, estabilidade de processo, requisitos regulatórios do cliente e metas ambientais da embalagem.

12. Erros comuns na avaliação de metamerismo

  • Aprovar cor apenas sob a luz da máquina.
  • Comparar amostras sem cabine de luz controlada.
  • Usar padrão físico envelhecido ou sem rastreabilidade.
  • Medir apenas Lab e ignorar a curva espectral.
  • Trocar pigmento ou fornecedor sem revalidar o comportamento sob outros iluminantes.
  • Avaliar tinta fora do substrato final.
  • Desconsiderar verniz, laminação, branco de fundo ou metalização.
  • Substituir cor especial por CMYKOGV sem validação espectral.
  • Usar sobras de tinta em cores críticas sem controle técnico.
  • Definir tolerância apenas depois da divergência com o cliente.

13. Critério técnico de decisão

A pergunta principal não deve ser apenas: “a cor está dentro do ΔE?”.

A pergunta correta é: “a cor mantém aparência aceitável nas condições reais em que a embalagem será vista?”

Essa mudança de abordagem é decisiva. A flexografia de alta performance precisa operar com previsibilidade, rastreabilidade e validação técnica. A embalagem não deve ser aprovada apenas para a cabine de luz. Ela deve ser aprovada para o mercado.

14. Conclusão

O metamerismo é um dos fenômenos mais importantes no controle de cor da impressão flexográfica. Ele demonstra que duas cores visualmente semelhantes podem não ser fisicamente equivalentes. Também evidencia que a aparência de uma embalagem depende da relação entre luz, pigmento, substrato, processo e observador.

Na flexografia, esse controle é ainda mais relevante porque o processo envolve múltiplas variáveis técnicas: anilox, tinta, pressão, secagem, cura, substrato, branco, verniz, laminação e ambiente final de exposição.

A evolução da gama expandida, da substituição de cores especiais e da padronização produtiva aumenta a necessidade de uma leitura mais profunda da cor. O ganho industrial é real, mas precisa ser sustentado por metodologia, medição e validação.

Aprovar cor apenas “no olho” ou em uma única fonte de luz é uma prática incompatível com a exigência atual do mercado de embalagens. A cor precisa ser medida, observada, documentada e validada sob condições que representem o uso real do produto.

Na flexografia de alto desempenho, controlar metamerismo não é excesso de rigor. É proteção técnica da marca, da repetibilidade industrial e da confiança entre convertedora, cliente e consumidor.

FAQ — Metamerismo na flexografia

O que é metamerismo na flexografia?

É o fenômeno em que duas cores parecem iguais sob uma fonte de luz, mas apresentam diferença visual quando avaliadas sob outra iluminação.

Por que uma embalagem pode mudar de cor no supermercado?

Porque a iluminação do supermercado possui distribuição espectral diferente da luz usada na aprovação. A tinta, o substrato e o acabamento podem refletir essa luz de forma distinta.

O ΔE baixo elimina o risco de metamerismo?

Não. Um ΔE baixo indica proximidade colorimétrica em uma condição específica, mas não garante equivalência espectral sob outros iluminantes.

Quais normas ajudam no controle técnico da cor?

Entre as principais estão ISO 12647-6, ISO 13655, ISO 20654, ISO 17972, ISO 12647-7, ISO 12647-8, ISO 15930 e ISO 3664.

Como reduzir metamerismo em embalagens flexográficas?

Utilizando espectrofotômetro, cabine de luz, avaliação sob mais de um iluminante, padrão físico válido, controle de pigmentos, prova no substrato final e estabilidade de processo.

Este conteúdo foi produzido por Rafael Borges, profissional que atua no segmento flexográfico de banda média e estreita há 27 anos, formado pela Faculdade Theobaldo De Nigris, Master Black Belt e pós-graduado em Gestão Industrial. Rafael também é responsável pelas redes sociais da Flexo In Foco, levando conhecimento técnico e boas práticas para a comunidade flexográfica.




Referências

Nota técnica: as referências abaixo foram organizadas para apoiar o enquadramento normativo e científico do artigo sobre metamerismo na flexografia, colorimetria, medição espectral, controle de processo, prova gráfica, PDF/X, segurança de alimentos e sustentabilidade de embalagens.

Algumas normas ISO possuem versões nacionais equivalentes publicadas pela ABNT no Brasil. Para aplicação contratual, auditoria, certificação ou especificação formal de processo, recomenda-se consultar a edição vigente diretamente nos canais oficiais da ISO ou da ABNT.

Normas técnicas de impressão, cor e prova gráfica

  1. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 12647-6:2020 — Graphic technology — Process control for the production of half-tone colour separations, proof and production prints — Part 6: Flexographic printing. Geneva: ISO, 2020. Norma aplicável ao controle de processo em impressão flexográfica, incluindo separações, provas e impressos de produção. Disponível em: https://www.iso.org/standard/75219.html . Acesso em: 12 maio 2026.
  2. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 13655:2017 — Graphic technology — Spectral measurement and colorimetric computation for graphic arts images. Geneva: ISO, 2017. Norma para medições espectrais e computação colorimétrica aplicadas a imagens e processos de artes gráficas. Disponível em: https://www.iso.org/standard/65430.html . Acesso em: 12 maio 2026.
  3. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 20654:2017 — Graphic technology — Measurement and calculation of spot colour tone value. Geneva: ISO, 2017. Norma que define o cálculo do Spot Colour Tone Value — SCTV — para medição tonal de cores especiais. Disponível em: https://www.iso.org/standard/68668.html . Acesso em: 12 maio 2026.
  4. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 17972 — Graphic technology — Colour data exchange format — CxF/X. Geneva: ISO. Série normativa destinada à troca de dados de cor em fluxos gráficos, incluindo comunicação de cores especiais por meio do formato CxF/X. Disponível em: https://www.iso.org/search.html?q=ISO%2017972 . Acesso em: 12 maio 2026.
  5. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 12647-7:2016 — Graphic technology — Process control for the production of halftone colour separations, proof and production prints — Part 7: Proofing processes working directly from digital data. Geneva: ISO, 2016. Norma aplicável à prova contratual digital em hard-copy. Disponível em: https://www.iso.org/standard/66426.html . Acesso em: 12 maio 2026.
  6. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 12647-8:2021 — Graphic technology — Process control for the production of halftone colour separations, proof and production prints — Part 8: Validation print processes working directly from digital data. Geneva: ISO, 2021. Norma para impressos de validação produzidos diretamente a partir de dados digitais. Disponível em: https://www.iso.org/standard/77104.html . Acesso em: 12 maio 2026.
  7. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 15930-9:2020 — Graphic technology — Prepress digital data exchange using PDF — Part 9: Complete exchange of printing data — PDF/X-6. Geneva: ISO, 2020. Norma da família PDF/X para intercâmbio de dados digitais de pré-impressão usando PDF. Disponível em: https://www.iso.org/standard/77103.html . Acesso em: 12 maio 2026.
  8. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 3664:2009 — Graphic technology and photography — Viewing conditions. Geneva: ISO, 2009. Norma que especifica condições de visualização para imagens em meios reflexivos, transmissivos e monitores, incluindo avaliação crítica de impressos. Disponível em: https://www.iso.org/standard/43234.html . Acesso em: 12 maio 2026.

Normas de colorimetria e fundamentos de medição

  1. COMMISSION INTERNATIONALE DE L’ÉCLAIRAGE. CIE 015:2018 — Colorimetry. 4th ed. Vienna: CIE, 2018. Publicação técnica com recomendações sobre observadores colorimétricos padrão, iluminantes, cálculo de valores tristímulos, coordenadas cromáticas, espaços de cor e diferenças de cor. Disponível em: https://cie.co.at/publications/colorimetry-4th-edition . Acesso em: 12 maio 2026.
  2. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION; COMMISSION INTERNATIONALE DE L’ÉCLAIRAGE. ISO/CIE 11664-1:2019 — Colorimetry — Part 1: CIE standard colorimetric observers. Geneva: ISO, 2019. Norma que especifica funções de correspondência de cor para observadores colorimétricos padrão CIE. Disponível em: https://www.iso.org/standard/74164.html . Acesso em: 12 maio 2026.
  3. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION; COMMISSION INTERNATIONALE DE L’ÉCLAIRAGE. ISO/CIE 11664-4:2019 — Colorimetry — Part 4: CIE 1976 L*a*b* colour space. Geneva: ISO, 2019. Norma que especifica o cálculo das coordenadas do espaço de cor CIE 1976 L*a*b*, incluindo luminosidade, croma e matiz. Disponível em: https://www.iso.org/standard/74166.html . Acesso em: 12 maio 2026.

Normas de segurança de alimentos e embalagem

Observação normativa: a ISO/TS 22002-4:2013 foi retirada e substituída pela ISO 22002-4:2025. No artigo, a menção à ISO/TS 22002-4 pode ser mantida como referência histórica ou quando houver documentos de clientes ainda baseados nessa versão, mas a aplicação atual deve considerar a versão vigente.

  1. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO/TS 22002-4:2013 — Prerequisite programmes on food safety — Part 4: Food packaging manufacturing. Geneva: ISO, 2013. Especificação técnica para programas de pré-requisitos voltados ao controle de perigos de segurança de alimentos na fabricação de embalagens. Documento retirado e substituído pela ISO 22002-4:2025. Disponível em: https://www.iso.org/standard/60969.html . Acesso em: 12 maio 2026.
  2. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 22002-4:2025 — Prerequisite programmes on food safety — Part 4: Food packaging manufacturing. Geneva: ISO, 2025. Norma atual que substitui a ISO/TS 22002-4:2013 no campo de programas de pré-requisitos para fabricação de embalagens destinadas a alimentos. Disponível em: https://www.iso.org/standard/60969.html . Acesso em: 12 maio 2026.
  3. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 18601:2013 — Packaging and the environment — General requirements for the use of ISO standards in the field of packaging and the environment. Geneva: ISO, 2013. Norma introdutória da série ISO 18601 a ISO 18606, relacionada a requisitos ambientais para sistemas de embalagem. Disponível em: https://www.iso.org/search.html?q=ISO%2018601 . Acesso em: 12 maio 2026.
  4. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 18602:2013 — Packaging and the environment — Optimization of the packaging system. Geneva: ISO, 2013. Norma relacionada à otimização do sistema de embalagem e redução de impactos ambientais. Disponível em: https://www.iso.org/search.html?q=ISO%2018602 . Acesso em: 12 maio 2026.
  5. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 18603:2013 — Packaging and the environment — Reuse. Geneva: ISO, 2013. Norma relacionada a requisitos para reúso de embalagens. Disponível em: https://www.iso.org/search.html?q=ISO%2018603 . Acesso em: 12 maio 2026.
  6. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 18604:2013 — Packaging and the environment — Material recycling. Geneva: ISO, 2013. Norma relacionada à reciclagem material de embalagens. Disponível em: https://www.iso.org/search.html?q=ISO%2018604 . Acesso em: 12 maio 2026.
  7. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 18605:2013 — Packaging and the environment — Energy recovery. Geneva: ISO, 2013. Norma relacionada à recuperação energética de embalagens. Disponível em: https://www.iso.org/search.html?q=ISO%2018605 . Acesso em: 12 maio 2026.
  8. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 18606:2013 — Packaging and the environment — Organic recycling. Geneva: ISO, 2013. Norma relacionada à reciclagem orgânica de embalagens. Disponível em: https://www.iso.org/search.html?q=ISO%2018606 . Acesso em: 12 maio 2026.

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